30 de Dezembro de 2007
sobre a Lei Orgânica nº 2/2003 de 22 de Agosto, vulgo Lei dos Partidos Políticos...
28 de Dezembro de 2007
o assalto
Se a água e a saúde são os negócios do milénio, em Portugal, a Caixa Geral de Depósito é o negócio da década. O seu desmantelamento, entenda-se.Este país precisa de uma "operação mãos limpas".
24 de Dezembro de 2007
Que um poeta não morre IX - Bom Natal

E, na verdade, assim acontecia.
Mas,
Miguel Torga, 1981
22 de Dezembro de 2007
a época soarista está aí...

21 de Dezembro de 2007
Já nem amarelo eu sou...
Há momentos e frases clarificadoras, que distinguem quem é de esquerda e quem apenas está de passagem. Miguel Portas, em artigo de opinião no passado fim-de-semana escreveu duas frases bastante clarificadoras sobre o seu posicionamento ideológico: «a adesão à CEE é a maior divida de gratidão que temos com Mário Soares» e ainda que graças a isto Soares conseguiu «enterrar definitivamente as veleidades revolucionárias do país». Percebe-se porque um tablóide de direita, como o SOL, gosta tanto de MP.19 de Dezembro de 2007
500 anos de solidariedade...
17 de Dezembro de 2007
Que um poeta não morre VIII
15 de Dezembro de 2007
100 anos de Oscar Niemeyer
Faz hoje 100 anos de vida Oscar Niemeyer. É impossível falar de Arquitectura no séc. XX sem referiri a personalidade e o arquitecto brasileiro. Foi Oscar Niemeyer o grande arquitecto capaz de desenhar toda uma cidade nova que o Brasil decidiu construir, a cidade de Brasília, e aí se destacam os seus desenhos da Catedral e do Congresso Nacional. Foi o mesmo homem capaz de desenhar projectos tão diversos como a mesquita de Argel, a sede do Partido Comunista Francês em Paris, diversos museus de Coritiba a Nitéroi, ou ainda o Hotel Pestana no Funchal, entre outros
Oscar Niemeyer, foi comunista desde sempre e durante a ditadura militar brasileira é forçado a exilar-se do seu país. No Brasil é obrigado a abandonar Universidade onde leccionava, diversos projectos seus são destruidos, muitos clientes seus votam-no ao abandono.Uma «noticia» com 174 dias de atraso...
13 de Dezembro de 2007
Estocolmo
11 de Dezembro de 2007
Nunca me esquecerei de ti, Alex!
Berlim consegue ter a capacidade de misturar o antigo com o moderno, o fra'gil com o forte, o Oeste e o Este. A arquitectura e a engenharia ou a arte e o design säo elementos marcantes, na forma da cidade, como esta se desenvolveu e construiu.
Täo impressionante como isto, o desfile de fo'runs, de museus, de teatros, de salas de especta'culos etc..., percebe-se, afinal de contas, qual e' a cidade minimamente moderna que prescinde da presenca da cultura, da arte e do saber?
E' tambe'm dificil falar ou compreender o se'culo XX sem referir Berlim. Para o bem e para o mal, ningu'em tera' vestido täo intensamente a camisola do se'c.XX com esta cidade. Aqui, nasceu e cresceu a mais sinistra criatura que o capitalismo inventou, o nazi-fascismo. Aqui, tambe'm o exe'rcito vermelho o destruiu. Depois cresceu outro sistema, que no mesmo se'culo desapareceu.
Durante de'cadas Berlim cresceu dividida entre dois sistemas que se degladiaram vivamente, esta cidade foi o centro da "guerra fria", e isso marcou-a, marcas que se vëm e se sentem. Quer na arquitectura, quer em pequenos focos culturais o colectivo citadino reflecte algumas diferencas.
Na foto, ressalta a imagem da television tower, em AlexanderPlatz. No seu tempo, esta muito impressionante obra de arquitectura e engenharia foi um simbolo da RDA(Leste), bem como a Praca onde esta'. Hoje esse lugar e essa obra, sao simbolos de um passado, mas tambe'm lugares centrais da Berlim de hoje. Carinhosamente, os berlinenses chamam-lhe apenas Alex. Nao consigo explicar o que sinto ao ver tudo aquilo. E' uma Praca espectacular, a se'rio que e'...
Lamento, mas no teclado onde escrevo, nao consigo escrever algumas palavras correctamente.
Isaltino encostado às cordas...(mas ele é só um e os outros?)
Isaltino, a irmã, ex-jornalista e empresários em tribunal
11 Dez, Paula Carvalho, Público
O autarca é acusado de receber dinheiro em troca de autorizações para construções e de ter declarado ao fisco metade do que ganhou
O Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa considerou que existem indícios suficientemente fortes de prática criminosa por parte do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, para o levar a julgamento. Isaltino Morais vai, por isso, responder em tribunal pelos crimes de participação económica em negócio, corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal. O juiz de instrução, Carlos Alexandre, confirma assim a acusação do Ministério Público. A decisão não admite recurso.Além de Isaltino Morais, o juiz decidiu levar também a julgamento a irmã do autarca, Floripes Morais de Almeida, o ex-jornalista e actualmente empresário Fernando Trigo e os promotores imobiliários João Algarvio e Mateus Marques. Floripes Almeida é acusada de co-autoria material com o irmão de um crime de branqueamento de capitais. Fernando Trigo vai responder pelos crimes de participação económica em negócio e de branqueamento de capitais, cometidos em co-autoria com Isaltino Morais. Quanto a João Algarvio e Mateus Marques, responderão por autoria material na forma consumada de um crime de corrupção activa.Em pouco mais de cinco minutos, foi comunicada a decisão após a leitura abreviada do despacho de pronúncia com 126 folhas, na presença de três dos arguidos. Isaltino Morais não esteve presente. Os advogados de defesa não quiseram pronunciar-se sobre esta decisão. Em Janeiro de 2006, o Ministério Público acusou Isaltino Morais, oito anos depois de um inquérito iniciado em 1998 a partir de uma denúncia apresentada por uma munícipe de Oeiras, Elvira Vinagre, sobre as relações que Isaltino mantinha com construtores civis e a forma como tinha enriquecido.A PJ acabou, contudo, por propor o arquivamento do processo, cinco anos depois, considerando não terem sido apurados indícios dos factos denunciados. Isaltino Morais ocupava então o cargo de ministro do Ambiente. Por iniciativa do Ministério Público, a investigação foi, no entanto, retomada. Uma nova denúncia de que existiam contas bancárias no nome de Isaltino Morais na Suíça (não declaradas ao fisco nem ao Tribunal Constitucional) leva à sua demissão do Governo. O MP acusa o autarca de ter declarado ao fisco metade do dinheiro que efectivamente ganhou entre 1991 e 2004, exigindo o pagamento de uma indemnização ao Estado, por impostos sobre rendimentos não declarados, no total de 630.465,36 euros.Isaltino Morais é acusado de receber dinheiro em troca de autorizações para licenciamentos, construção imobiliária ou permutas de terrenos. O Ministério Público refere ainda que, entre 1993 e 2002, foram efectuados depósitos de 680 mil euros em sete contas bancárias em seu nome ou nos nomes da sua secretária e do jornalista Fernando Trigo, diz a acusação, que foi, agora, acolhida pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.
10 de Dezembro de 2007
7 de Dezembro de 2007
A estranha qualificação
É muito interessante por os olhos na organização dos paises pelas várias zonas de qualificação para o campeonato do mundo de futebol, que se disputará, como saberão, em 2010 na África do Sul e ao mesmo tempo reflectir sobre o quão injustas são as distribuições de jogos pelas menos cotadas selecções.
A Austrália competirá pela primeira vez, por razões económicas e de desenvolvimento na modalidade, na zona asiática da competição. O seu grupo, inclui a China, o Qatar e o Iraque...Surreal. Antigamente a Austrália tinha algumas dificuldades para se apurar, pois o vencedor da Oceânia (invariavelmente eram os australianos) tinha ainda de disputar um playoff com o 5º classificado da zona sul americana (32 anos de interregno de Mundiais foram quebrados com a vitória no playoff de qualificação sobre o Uruguai e a ida ao mundial da Alemanha)...
Por outro lado, na mesma zona asiática, há equipas que não terão direito a estar na fase de grupos, não disputando dessa maneira pelo menos 6 jogos. Timor por exemplo, já está de fora da competição (sim a três anos de distância!) pois só teve direito a disputar uma eliminatória na qual perdeu concludentemente com Honk Kong (3-2 em casa, 8-1 fora). Macau foi pelo mesmo caminho, tendo perdido com a Tailândia. A Índia sucumbiu perante o Libano, mas o Paquistão não se ficou a rir pois levou 7-0 do Iraque e está de fora da corrida. A Palestina não marcou qualquer golo a Singapura e também já está eliminada. No total são 21 equipas que a 3 anos de distância, e repito, apenas com dois joguitos disputados, ficam de fora do Mundial.
Na zona Africana, Comoros e Guiné Bissau estarão igualmente três anos a ver passar navios. Na zona da América Central+Norte cerca de 12 países (ilhas, são mais ilhas do que países) farão também uma caminhada curta com 2 jogos de qualificação.
Na Oceania, por outro lado, é fartar vilanagem. O vencedor de um grupo onde estão Nova Zelândia, Vanuatu, Nova Caledónia e Fiji, ou seja a Nova Zelândia, jogará um playoff de apuramento directo para o Mundial com um país repescado da zona asiática de qualificação. Assim, sem mas nem porquês. Um mata-mata caido do céu. O que pensarão disto San Marino, Malta, Ilhas Féroé ou Andorra?
Na zona Europeia, onde há muito foram instituidos os grupos que garantem no minimo 10 jogos a todas as selecções, há alguns paises que não são de todo europeus. À cabeça Israel, pelas razões que se conhece, prosseguindo a lista com Cazaquistão, Azerbaijão e Arménia.
A qualificação é tudo menos um processo com sentido. É dificil avaliar e partir para uma generalização mas fica a sensação da falta de igualdade de oportunidades no acesso ao Mundial. A mão da FIFA determina uma distribuição de zonas, jogos e países no minimo exótica, onde pululam os interesses económicos e onde o desenvolvimento das nações futebolisticas menos desenvolvidas é desprezado.
4 de Dezembro de 2007
Won´t you dance with me?...
Nouvelle Vague vão actuar no Porto (Quinta) , em Lisboa (Sexta) e em Guimarães (Sábado). A não perder...
3 de Dezembro de 2007
inacreditável...
Detenção de um jornalista do jornal basco Gara.
No afamado Estado "democrático" espanhol, a Audiência Nacional decidiu enviar para a cadeia mais 46 processados, no âmbito do famoso mega-processo 18/98, com cerca de 100 arguídos, em que desde o padeiro até ao carpinteiro toda a gente é acusada de pertencer/apoiar a ETA. Desta vez o despudor permitiu prender um jornalista.
Estou solidário com: Alberto Frías, Elena Beloki, Txema Matanzas, Jexux Mari Zalakain, Javier Salutregi, Javi Balanzategi, Mikel Korta, Iñaki O'Shea, Joxe Mari Olarra, Juan Mari Mendizabal, Iker Casanova, Manu Intxauspe, Jose García Mijangos, Natale Landa, Olatz Egiguren, Mario Zubiaga, Ruben Nieto, Xabier Alegria, Patxi Gundin, Pablo Gorostiaga, Joxean Etxeberria, Juan Pablo Diéguez, Xabi Otero, Sabino Ormazabal, Fernando Olalde, Isidro Murga, Mikel Egibar, Mirian Campos, Patxo Murga, Txente Askasibar, Mikel Aznar, Karlos Trenor, Paul Asensio, Xabier Arregi e Iñaki Zapiain.
Manifestação de solidariedade, no passado Sábado em Bilbo/Bilbau.
Mais um assunto em que, covardemente, a comunicação social portuguesa não pega.
os clientes do costume
.
O inquérito já foi instaurado em Julho de 2006, no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), mas só nos últimos meses começaram a ser realizadas diligências.O processo tem na sua base um conjunto de documentos apreendidos na sede da Escom durante as buscas da Operação Furacão (a mega-investigação de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais), em Outubro de 2005..
A Escom tem sede nas Amoreiras, em Lisboa, integra o Grupo Espírito Santo (GES), está a ser investigada no processo Furacão e foi a entidade que negociou as contrapartidas do concurso dos submarinos, em 2003, entre o Estado português e o consórcio alemão GSC.Parte da documentação apreendida foi então remetida ao processo Portucale – onde o MP já investigava a origem dos donativos ao CDS (todos em numerário e com recibos falsos), mas relacionados com crimes de tráfico de influências.
O MP interceptara também conversas telefónicas entre Abel Pinheiro, responsável financeiro do CDS, e Paulo Portas, o líder. Nesses telefonemas, referenciam-se «compromissos» e «acordos» com Luís Horta e Costa, administrador da Escom, além de um pagamento «em Dezembro de 2004»..
Que um poeta não morre VI
-Joaquina!
-Ahn?!
-Raios te partam e mais o sono! - e puxou-lhe a roupa.
O que a gente se faz!Que ruína de corpo! Dantes, mal a via assim descoberta, exposta, não resistia. Caía-lhe em cima como um abutre, mesmo antes dela acordar. Agora podia olhá-la à vontade, que a natureza nem lhe estremecia. Velho também, era o que era. Com um arrepio, a companheira abriu os olhos estremunhada e desceu a camisa pudicamente.
-O galo ja cantou?
-Não. Mas está o Leoniz a bater.
Tinha enfiado as calças e abotoava conscienciosamente a braguilha, quando novas pancadas impacientes ressoaram no silêncio.
-Lá vai! - gritou.
Meteu os pés nas botas de atanado e, sem apertar os cordões, foi à janela. Abriu, pôs a cabeça de fora e chalaceou:
-Madrugaste!
O vulto, em baixo, não respondeu.
-Que horas são?
Via-se mal. Enevoado, o céu só a custo se deixava atravessar pelos primeiros laivos da alvorada.
-Hoje deu-te a espertina!
Enquanto falava ia espetando os olhos na negrura. Começava a desconfiar que não era o Leoniz que chamava.
-Quem está aí? - perguntou, a certificar-se.
-Gente.
Não identificou a voz. E , contudo, apenas a ouviu, o coração deu-lhe um baque.
-Que é gente, vejo eu. Mas que gente?
-Não me conhece?
Agora sim, conhecia..O cabrão do Marta! Mordeu o beiço e coçou a barba.
-Olá.
-Quer vir às perdizes?
Nada mal imaginado, não senhor! Por aquela não esperava ele..Mas tinha que ser. Enterrou as unhas no lambril da janela e respondeu, sem deixar tremer as palavras:
-Posso ir.
Tirou a cabeça para dentro, voltou-se, e viu a mulher a enfiar a saia.
-Torna-te a deitar.
-E o farnel?
-Já não é preciso.
-O Leoniz leva que chegue?
-O Leoniz não vai. Se ele aparecer, diz-lhe que tive um convite e não pude recusar.
-Um convite de quem?
-Não interessa. [...]
1 de Dezembro de 2007
só para lembrar que a guerra/ocupação no Iraque não acabou...


«houve informações que me foram dadas, a mim e a outros, que não se corresponderam à verdade (...) Portugal não perdeu nada, também na Europa, com isso (...) depois das decisões que tomei fui convidado a ser Presidente da Comissão Europeia e tive o consenso de todos os países europeus»







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