Marinho Pinto gosta de se ouvir. E gostam que o ouçam. Para tal está disposto a tudo, inclusivé dizer os maiores disparates se necessário. Mas ele é um bluff.
Com as vestes de um radical, de um defensor dos descamisados, tenta criar sobre si mesmo uma aura de coragem e independência, enchendo o discurso com tema da cidadania.
As suas tácticas são sempre as mesmas, discursozinho fácil (para entendidos e leigos), conversa típica de correio da manhã ou de Fátima Lopes, invenção de inimigos internos e externos, considera-se perseguido pelos que considera estabelecidos e corporativos, não perdendo uma oportunidade de aparecer(e a CS põe-se a jeito), em suma, um populismo primário. Até os defeitos que assinala a si próprio servem para abrilhantar virtudes que também considera ter...
Marinho aborda temas sérios de forma leviana e demagógica, generaliza constantemente as situações limite, misturando o importante com o banal e o resto é distribuir imbecilidades contra juízes, M.Público, sindicatos, advogados-estagiários... Quanto aos casos de corrupção que tanto prometeu, em verdade, os que divulgou, já todos os conheciamos à meses, não obstante, recentemente se tenha sabido que atribuiu a si própria regalias financeiras à custa da OA. Para terminar em grande, confessou-se próximo do bloco de esquerda.
Marinho Pinto tem um pensamento, um discurso e uma maneira de estar, que em tudo me fazem lembrar Mussolini.



2 comentários:
Quando foram as eleições para a OA ainda tive a esperança que, pela primeira vez, Garcia Pereira fosse eleito para qualquer coisa. Mesmo sendo o Garcia Pereira seria certamente menos polémico e menos radical.
No entanto há que ter em conta que, no meio de alguma loucura mediática Marinho Pinto di algumas coisas que devem ser levadas em consideração.
Quando fala dos sindicatos da polícia responsáveis pelo aumento da criminalidade está a delirar pois sabe perfeitamente que esses mesmos sindicatos reivindicam justamente condições para que possam combater de uma forma mas eficaz e em melhores condições de segurança essa mesma criminalidade.
Quando fala dos sindicatos dos magistrados já faz uma análise objectiva de uma realidade em que estes profissionais actuam como uma verdadeira corporação sendo tendo poderes absolutos nos seus domínios. Os juízes são figuras intocáveis.
A aplicação do direito em Portugal é de tal forma complexa que dá para todas as possíveis interpretações e sempre se podem sacar das cartolas erros processuais.
A justiça fiscal age por conta própria sem nenhum orgão que a controle e extroque dinheiro aos contribuintes sistematicamente como forma de se autofinanciar e de normalizar as contas públicas. Ou seja, os serviços da justiça fiscal actuam como os colectores dos impostos da camorra não olhando a circunstâncias.
A justiça, quer dizer, o sistemas judicial, é lento e caro beneficiando os que mais podem e os mais persistentes.
Os criminosos~violentos são libertados com medidas de coação minimas e os agentes de autoridade que exercem violência sobre aqueles são impedidos de exercer as suas funções.
O discurso radical de Marinho Pinto incendeia as hostes para depois voltar a cair tudo no mesmo velho sistema judicial a cair de podre. É que até agora nada de novo se viu
Estou perfeitamente de acordo com o seu último parágrafo (com o resto do comentário também). Existe um radicalismo exagerado e com muito pouca substância, no campo da proposta.
É obvio que o sector da Justiça atravessa um período muito dificil, contudo, eu tenho as maiores dificuldades em apontar a culpa aos agentes do sistema (não pretendo desta forma absolve-los, não dúvido que terão responsabilidades), prefiro e parece-me mais justo, responsabilizar as políticas dos sucessivos governos.
Por exemplo, este pacto da Justiça cozinhado pelo bloco central, apenas visa encerrar tribunais de interior, ao mesmo tempo que afasta a justiça dos mais pobres e necessitados. Isto é culpa do M.Público, dos juízes, ou dos advogados? Clar que não, é culpa do poder legislativo.
Marinho Pinto anda a alimentar o seu próprio ego, e anda a distrair as atenções dos problemas reais.
Cumprimentos...
Enviar um comentário