25 de Fevereiro de 2011

substitui nigga por egípcio ou tunisino ou libio ou iemenita ou argelino ou marroquino substitui ghetto por magrebe

Pois, é isso, de um momento para o outro a transformação. Por vezes basta uma simples faísca para incendiar toda a planície, ao caso a auto-emulação de um vendedor reprimido na Tunísia.

Num tempo em que se propaga o fim da História e o ideal da desistência, eis que milhões de pessoas no magrebe e Médio Oriente se revoltam contra os seus títeres, e eles vão caindo. Mesmo ante as violências imediatas, um de cada vez vão caindo. Os seus velhos aliados EUA, UE e Israel vão observando a cena, de sorriso amarelo limpam as mãos e proclamam lugares-comuns e banalidades.

Espero bem que as transformações em curso não parem, porque se pararem caem. Preocupem-se em entrar rapidamente em eleições e em menos de um fósforo voltam à subjugação política e económica. O momento é agora.

Que cesse rapidamente a chacina em curso na Líbia, que loucura contra o seu próprio povo, e neste caso, líbio, muito cuidado, a NATO está muito atenta e prepara-se para intervir assim que possa. Nunca o Imperialismo iria entregar tanto território sem dar luta. A Líbia por força da sua origem tribal corre um sério risco de secessão. Se quiserem, de balcanização. O cenário ideal para uma intervenção imperialista.

Chullage, no poderoso National Ghettografik, parece descrever uma realidade portuguesa, ou magrebina e árabe, parece, não sei, talvez. Secalhar não estamos em situações tão distantes assim. Diferenças apenas de paisagem e figurino, talvez.

2 comentários:

Paulo Mouta disse...

Caro Filipe, não me parece nem de perto nem de longe que a história na Líbia seja como nos querem fazer entender que é...

filipe guerra disse...

Admito a fraqueza que tenho, encontro muito pouca informação que pareça fidedigna sobre a Líbia...