Im forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air, they fly so high, they reach the sky, like my dreams, they fade and die, fortunes always h iding, ive looked everywhere, im forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air,
- Como se previa, o ataque à Líbia começou hoje, rápido e em força como diria o rapazote. Poucas horas depois da autorização das instâncias internacionais o ataque começou e com os principais alvos já sob fogo. Fácil de concluir que nada disto foi programado e executado em algumas horas, pelo contrário, a preparação das forças militares e a definição de alvos prioritários já vem sendo preparada hà algum tempo. O imperialismo não andava a dormir, veremos que tempo sobrará para o humanismo...
- A manifestação da CGTP de hoje foi um absoluto sucesso, uma gigantesca multidão saiu para a rua manifestando um firme protesto contra as políticas de direita. Uma manifestação que ficará na memória, também, como outras, pelo seu total silenciamento e branquamento na comunicação social nacional, quer nos dias que a antecederam quer hoje. Quando a luta é organizada e consequente não há cá borlas ou promoções.

5 comentários:
Eu odeio este governo, mas para a semana se cair, entramos em bancarrota :( As pessoas não fazem mesmo ideia do que vem aí...
Já agora, uma questão em relação ao post anterior de que me lembrei agora. Se o motivo que invocam para intervir na Libia são os direitos humanos, então porque é que não se faz nada na Palestina?
É uma vergonha...
Em Évora existe um call-center que explora os jovens alentejanos, com contratos precários... há muitos anos... usando-se o sistema de rescindir com uma empresa e fazer contrato com outra.
Trabalhamos com todos os sistemas informáticos do grupo caixa seguros, Império Bonança, Fidelidade Mundial e Multicare, mas não temos o direito a receber um preço mais justo pelo nosso trabalho, tal como os funcionários das Companhias?
Quando contactamos os clientes das Companhias é como se fossemos funcionários destas Companhias, mas para recebermos ordenado já não nos identificamos como tal.
Limitamo-nos a receber entre € 400,00 a € 500,00 e somos tratados como máquinas, pior ainda… pois quando os computadores não funcionam, não existe remédio… quando estamos a precisar de ir à casa de banho, já temos tempos estipulados e a correr depressa.
O Call-center já funciona há muitos anos, muitas empresas passaram muitos “escravos” ficaram…
Agora que mudaram a gestão do Call Center, para uma empresa de escravatura dos tempos modernos, denominada Redware, do grupo Reditus, decidiram inaugurar… vejam lá… inaugurar o Call Center, que devia-se chamar Senzala.
Este grande acontecimento vai acontecer amanhã, dia 25 de Março, e vai ter direito à visita do Secretário de estado para a inovação Carlos Zorrinho, do Presidente da Câmara de Évora José Ernesto Ildefonso Leão de Oliveira, do Presidente da Caixa Geral de Depósitos Fernando Faria de Oliveira, do Presidente das Companhias de Seguros do Grupo Caixa Seguros Jorge Magalhães Correia e as suas comitivas.
E pergunto-me vão inaugurar o quê, mais uma fase da exploração de pessoas, que têm que se sujeitar às condições destes empregos porque não existe mais nada?
Mas não somos pessoas?
Não devíamos ter direito a usufruir de condições mais justas pelo nosso trabalho, para termos direito a viver?
Até quando é que o nosso Pai, a nossa Mãe, o nosso Tio, a nossa Tia,… poderão ajudar-nos?
Mas depois é ver a publicidade destas empresas, em que parecem todos bons rapazes e muito solidários, eis um exemplo http://www.gentecomideias.com.pt/gentecomideias/Pages/MensagemdoPresidente.aspx
Sr. Presidente da Câmara, tenha vergonha em pactuar com esta forma de escravatura… ponha a mão na sua consciência, isto se ainda a tiver…
Se o primeiro ponto, de tão óbvio, tem pouco que se lhe acrescente... já em relação ao segundo o mesmo não se poderá dizer.
A manif de Novembro abalou em grande força a credibilidade de uma Central Sindical que exclui quem não se lhe submete. E as diferenças claras entre o 12 e o 19 de Março deixam isso bem patente.
Não é aceitável que, tantos anos depois, não tenha sido ainda encontrada uma forma por parte da CGTP de efectuar uma acérrima defesa aos trabalhadores precários. Precisamente os mesmos que não têm sindicato por não terem um posto de trabalho fixo nem um contrato a termo incerto.
E não se compreende nem se aceita a falta de renovação dos dirigentes sindicais, afastados já há muito das realidades das empresas, encostados no seu posto "borlista" e "promocional" onde se instalaram.
Eu não me revejo na CGTP nem sequer concordo com o seu modelo estático e ultrapassado.
Mas também luto!
Numa coisa sou obrigado a concordar com o CB. Os sindicatos não representam nem pretendem representar os trabalhadores precários com falsos recibos verdes. Assim sendo, deveriam centrar-se na obtenção de uma forma especial de organizar estes trabalhadores e sobretudo de os proteger, como fazem e muito bem, com os trabalhadores por conta de outrem. Cabe aos sindicatos virem ao encontro de uma necessidade real de trabalhadores que, para além de o serem, ainda o são de forma muitas vezes fraudulenta. leva a crer que os próprios sindicatos consideram estes trabalhadores, à semelhança das elaboradas estatísticas nacionais, não como trabalhadores mas antes como empresários que não são.
Realmente neste campo há que fazer um trabalho imenso dentro das centrais sindicais de intenso combate a estas situações precárias, mas também de uma enorme protecção aos trabalhadores envolvidos, ainda que não sindicalizados. Outras formas de organização têm de ser encontradas. A solidariedade e a luta nascem precisamente neste tipo de atitudes e não no abandono. Efectivamente, é por esse motivo que foram tão diferentes as manifestações nos dois dias.
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