Depois não digam que não sabem como aqui chegámos...
22 de Julho de 2011
26 de Junho de 2011
respondendo ao desafio do Bruno Carvalho do 5dias
Dificilmente me vejo a voltar a ler algum dos livros que já li. Ainda sou novo e há tanta coisa por aprender e conhecer...gostei de muitos livros que li mas voltar a ler algum ensaio ou romance já lido, emtempos próximos dúvido... por vezes releio alguns poemas do Poeta militante do José Gomes Ferreira, ou alguns poemas da colectânea Poemas do último século antes do homem.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Sim existe um livro(mas só um) em que isso me aconteceu, foi o Materialismo e Subjectividade de José Barata Moura. Eu na altura em que o comprei, não tinha as ferramentas intelectuais para um livro daquela espessura. Admito que este Verão volte a tentar novamente.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Cenário assustador, o de ler o mesmo livro o resto da vida. Uma hipótese de díficil resposta. Arrisco ainda assim que, por respeito à minha memória, optasse pelo Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Fácil, essa resposta é de caras...O Capital de Marx.
5. Que livro leste cuja “cena final” jamais conseguiste esquecer?
Lembro-me do inesperado final do Trainspotting de Irvine Welsh(um dos meus autores preferidos), quando a personagem-elo-mais-fraco do livro dá o calote ao grupo e desaparece com os proveitos de um negócio de droga...
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Sim, desde que me lembro de mim que tenho hábitos de leitura, mesmo desde a infância(apenas com uma breve interrupção no início da adolescência). Li imensos livros da colecção Uma Aventura, também bandas-desenhadas da Disney, o Astérix, o Lucky Luke...encontrei no outro dia, numa estante cá de casa, o belo livro infantil Todas as profissões são boas editado pelas edições Malich Moscovo no início dos anos 80.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu hei-de amar uma pedra de António Lobo Antunes, que coisa intragável. Li até ao fim apenas porque queria conhecer o Autor, eram boas as referências sobre ele.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Tal como o Bruno, Sem Tréguas de Giovanni Pesce, Trainspotting de Irvine Welsh, Crime e Castigo de Dostoievsky, O crocodilo que voa de Luiz Pacheco, O caminho para Wigan Pier de George Orwell, Ensaio sobre a cegueira de José Saramago, O Partido com paredes de vidro de Álvaro Cunhal, A crónica de Travnik de Ivo Andric, Estação Carandiru de Dráuzio Varella, Capitães da Areia de Jorge Amado...que me desculpem todos os outros que não referi(obrigado por tudo o que me deram)
9. Que livro estás a ler neste momento?
Acabei agora de ler Figuras, Figurantes e Figurões do Luiz Pacheco.
10. Indica dez amigos para o meme literário.
9 de Junho de 2011
Ratzinger, a Igreja Católica e a Croácia Ustacha
Ratzinger celebrou uma missa no Hipódromo de Zabreb, no exacto lugar onde o seu antecessor já havia realizado uma missa em 1994, numa altura em que a guerra dos balcâs estava em curso a apenas 40Km daquele local. Não foi por mero acaso que o Vaticano e a Alemanha foram os dois primeiros estados a reconhecerem a Croácia e a Eslovénia, como adiante se verá.
Quem é o cantor Thompson?
Thompson é o infeliz nome artístico escolhido por Marko Perkovic, em homenagem à marca da arma utilizada na guerra dos balcãs. Mas Thompson vai muito mais longe.
A sua popularidade na Croácia deve-se não apenas às suas músicas, mas essencialmente ao carácter ferozmente católico e nazi-fascista da sua mensagem. Thompson gosta de utilizar simbologia e conteúdos fascistas nas suas performances e nas letras das suas músicas, fazendo questão de incendiar os seus concertos com ódio étnico e religioso contra a diversidade e é conhecido pelas suas entradas em cena saudando o público de braço em riste, de forma nazi. Por estas e outras atitudes, os seus concertos já foram proibidos em diversos países europeus como na Suiça.
Já no início da sua carreira as mensagens eram claras na utilização de letras com conteúdos ultranacionalistas e no recurso ao slogan ustacha Za Dom Spremni!(pela pátria prontos!)e em diversas entrevistas e declarações não escondeu o seu ideário, tais como: "não existe nada de mal nas minhas crenças de direita e ustaches", "os sérvios mentem, são esse tipo de gente, são os nossos eternos inimigos"(Julho 2002), "eu não me importo com os simbolos ustache, porque deveria?"(Agosto de 2005), "porque é que o público não deve gritar ustache!, ustache! durante os meus concertos"(Junho 2002).

(Ratzinger, tal como o Papa Karol Wojtyla recebe Thompson)

(a simbologia ustacha e nazi-fascista sempre presente nos concertos de Thompson)
Só uma impossível dose de bonomia ou de ingenuidade poderia desculpar a atitude consecutiva de dois Papas, em receber em tão hedionda personagem.
Ratzinger, que de há muitos anos a esta parte juntou à sua actividade teológica o domínio do rumo político e ideológico da Igreja Católica é o mesmo homem que na sua juventude pertenceu às "Juventudes Hitlerianas"(uma força avançada para os mais ideologicamente convictos). E na sua recente passagem pela Croácia foi muito além no branqueamento da História e no seu revisionismo, insultando e provocando as vítimas do holocausto nazi na Croácia, ao prestar homenagem ao tumulo do Cardeal Alojizje Stepinac.
Quem foi o Cardeal Alojizje Stepinac? Qual a sua relação e o que foi a Croácia ustacha?
Em 10 de Maio de 1941, logo após a entrada em Zagreb das tropas nazis de Hitler, nasce o NDH(Nezavisna Drzava Hrvatska), o Estado Independente da Croácia liderado por Ante Pavelic. Este Estado, tutelado pela Alemanha nazi, obedeceria igualmente ao princípio de um fuhrer subordinado a Adolf Hitler.
Durante este período, o Papa, de então, recebeu pessoalmente Ante Pavelic e uma delegação da Irmandade dos Grandes Cruzados, encarregados de converter ao catolicismo os povos daquela região.


(O Cardeal Alojzilze Stepinac com altas instâncias nazi-fascistas italianas, alemãs e croatas)

(Stejpan Filipovic, comunista croata enforcado aos 26 anos grita "morte ao fascismo, liberdade para o povo")
(o Cardeal Stepinac e os generais Ustacha)
No NDH, a confusão entre Estado e Igreja, entre políticos, militares, cardeais e padres era total. As suas declarações demonstram grande complementariedade. O Cardeal Stepinac considera que "depois de tudo, os croatas e os sérvio, pertencem a dois mundos diferentes, um polo norte e um polo sul, nunca se darão bem, nem por milagre de Deus", o Ministro da Justiça, o Ustacha Milan Zanitcha acha "Este Estado, o nosso país, é nosso e só nosso, não é para mais nínguem, limparemos dele todos os sérvios ortodoxos(...)Não ocultamos as nossas intenções, seremos fieis aos princípios Ustacha", mas palavras do Ministro da Educação Mile Budak conseguem ser ainda mais claras "A base do movimento Ustacha é a religião. Para as minorias como os sérvios, os judeus ou os ciganos temos três milhões de balas. Mataremos um terço da população sérvia, deportaremos outro terço e o outro terço converteremos na religião católica até que se assimilem como croatas".
A violência extremada impressionou também as próprias forças fascistas italianas que controlavam parte do território croata e que se recusavam a devolver aos Ustacha alguns refugiados que chegavam à sua zona de controle. Tal facto revoltou o Cardeal Stepinac, que em carta ao Bispo de Mostar lhe escreve "se a parte mais católica da Croácia o deixar de ser no futuro, tal responsabilidade ante Deus e a História será da Itália católica".
A conversão forçada ao catolicismo, não obstante a sua carga simbólica e a violência que pressupunha para os convertidos, não era possível para todos. Primeiro porque ela pressuponha um preço de 180 dinares a entregar à Igreja Católica, e segundo, porque dessa conversão ficavam excluídos os sérvios com maior escolaridade, no pressuposto que estes nunca fariam uma real conversão. Quem não tivesse posses ou tivesse estudos era exterminado sem contemplações.
Um pormenor(!) sórdido deste genocídio consiste no facto de que parte das atrocidades cometidas e de vários dos mandantes dos campos de extermínio serem sacerdotes e sobretudo padres franciscanos. Era quase impossível desenvolver-se uma acção punitiva Ustacha sem a presença de um padre franciscano. Sendo que destes, o mais conhecido de todos foi o padre franciscano Miroslav Filipovic, director do campo de extermínio de Jasenovac.

(o líder Ustacha Ante Pavelic rodeado de freiras)
O Campo de Extermínio de Jasenovac
Dos vários campos de extermínio edificados pelos Ustacha, o campo de Jasenovac foi o maior de todos, calculando-se que aí foram brutalmente assassinadas várias centenas de milhares de pessoas, maioritariamente sérvios, judeus, ciganos e croatas comunistas. Existem estimativas que apontam o número total de 700mil pessoas.
O campo possuia ainda no seu complexo um campo para crianças em Sisak e outro para mulheres em Stara Gradiska. Ainda que, muitas mulheres tenham sido deportadas para a Alemanha nazi e diversas crianças entregues a orfanatos católicos.
Refira-se também que as condições de permanência no campo eram desumanas, sem higiéne, bens alimentares ou a água necessários para a sobrevivência e ainda a obrigação de trabalhar. O campo era dirigido por Vjekoslav Luburic

(a entrada no Campo de Extermínio de Jasenovac)
O extermínio em Jasenovac era feito de diversas maneiras: por rajada de metralhadora, por cremação, envenenamento e uso de gases tóxicos(Ziklon B e dióxido sulfúrico) e através da faca srbosjek conhecida por "mata-sérvios".
Os extermínios tinham lugar em Granik, Gradina, Mlaka e Jablanac e ainda Velika Kustarica. Sendo que à medida que a derrota das forças do Eixo se aproximava, o ritmo de extermínio ia aumentando. Os corpos das vítimas eram cremados ou atirados ao rio.
(Srbosjek, a "mata-sérvios)
(guarda Ustacha numa vala comum)
(corpos esquartejados deixados no rio)
Um relato de um dos guardas do campo de Jasenovak ficou para a posteridade, segundo ele, "o franciscano Pero Brzyca, Ante Zrinuzic, Sipka e eu fizémos uma aposta para ver quam mataria mais prisioneiros numa noite. A matança começou e depois de uma hora eu já tinha morto muito mais que eles. Sentia-me no sétimo céu. Nunca tinha tido tanto extase na minha vida. Depois de duas horas já tinha morto mais de 1100 pessoas, enquanto os outros não conseguiram assassinar mais de 300 ou 400 cada um. E depois, no auge deste prazer reparei num velho que me olhava indiferente. Esse olhar impressionou-me, congelei durante algum tempo e nem me conseguia mexer. Aproximei-me dele e descobri que era do povo de Klepci, perto de Kapijina, e que toda a sua família já tinha sido assassinado enquanto ele trabalhava no bosque. Falava para mim com uma incompreensível paz que me incomodava muito mais que os desgarrados gritos que ouvia ao meu redor. Imediatamente senti a necessidade de terminara com a sua paz mediante a tortura, mediante o seu sofrimento, para poder voltar ao meu extase, para poder continuar a retirar prazer de infligir dor.
Ordenei-lhe que gritasse Viva Pavelic! ou corto-te uma orelha. Não falou. Cortei-lhe a orelha. Não disse nada. Disse-lhe que gritasse Viva Pavelic! ou corto-te a outra orelha. Não disse nada. Cortei-lhe a outra orelha. Ameacei-o que lhe cortava o nariz se não gritasse Viva Pavelic!, ao que ele me respondeu "Faça o seu trabalho, criatura". Estas palavras confundiram-me e congelaram-me, arranquei-lhe os olhos, depois o coração, cortei-lhe a garganta de orelha a orelha. Mas algo se rompeu dentro de mim e não consegui matar mais nessa noite. O franciscano Pero Brsyca ganhou a aposta e eu paguei-lhe".
A Igreja Católica soube sempre o que se estava a passar. Padres e bispos da região houve que se entretinham a enviar cartas para o Vaticano onde até escreviam poesia sobre estes acontecimentos. Ante Pavelic tinha o desplante de oferecer ao seu biógrafo pessoal e a alguns dignatários estrangeiros cestas carregadas de olhos humanos, e a rádio BBC em 16 de Fevereiro de 1942 reportava "As maiores atrocidades estão a ser cometidas à volta do Arcebispo de Zagreb. Correm rios de sangue. Os ortodoxos estão a ser condenados à força a converter-se ao catolicismo e não ouvimos do Arcebispo uma palavra de revolta sobre isto. Em vez disso, sabe-se que está tomar parte em desfiles nazis e fascistas".
6 de Junho de 2011
sacanas sem lei
Logo após a emissão do seu programa destinado à cobertura da noite eleitoral, a programação da TVI transmitiu o genial filme de Quentin Tarantino, Inglorious Basterds(sacanas sem lei). Uau, que destreza, que sagacidade, quanta ironia na escolha da película que começou às 00:00 de hoje. Que bela ideia. Grande, grande TVI.A trama do filme invoca a época em que a França se encontrava ocupada pelo exército nazi, e é governada pelo fantoche Governo de Vichy, um governo de humilhação nacional sedeado naquela instância termal(não em Paris). Um Governo de traição pátria dirigido por um conjunto de ministros marionetas que levavam à prática políticas anti-populares, políticas dirigidas pelo então ocupante nazi.
Salvas as devidas distâncias, naturalmente, o Governo que saiu da noite eleitoral de ontem não terá um papel muito diferente do de Vichy. O Governo desta República que aí vem, cá como lá, também fará seu o ideário político de uma ingerência estrangeira que por aqui se propõe reinar, uma tal designada troika que também por cá encontrou um conjunto de três ambiciosos bandoleiros capazes de na defesa dos seus interesses, trair a própria pátria e sacrificar o próprio povo. Ainda que desses três ambiciosos bandoleiros, um, ontem, já tenha perdido o líder... derrotado pela precipitação nas primeiras políticas que a tal troika vai impor.
Tal como na França ocupada, também por aqui há quem recuse ser lacaio ou traidor. Os personagens efémeros e as suas circunstânciais vitórias de pirro, como a História conta, mais cedo que tarde enfrentarão o respectivo ajuste de contas com o povo. E como sempre na História também, a luta de classes continuará a ter capítulos.
30 de Maio de 2011
Pega na bola e estoira forte! Ganha quem marca mais, e geralmente também quem é mais humilde.
- Jornais. A secção desportiva dos jornais. Gosto muito de ver o meu nome nos jornais.
Sabe quem é Hemingway?
- Não.
E Picasso?
- Também não.
E Aquilino Ribeiro?
- N...Espere aí...Ribeiro, disse Aq..a quê? A-aqui-ni-lo Ribeiro?
Não foi Aquinilo Ribeiro, foi Aquilino Ribeiro.
- Pois. Não, não conheço mesmo nada desse nome.
Gosta de música?
- Um pouco.
Sabe quem foi Beethoven?
- Não
Mas gosta de música?
- Um pouco. Samba. Sim gosto de samba.
Que divertimento prefere?
- O cinema. Mas é uma chatice. Adormeço sempre. As letras daquilo que eles dizem passam a correr. Adormeço sempre.
Leu alguma vez um livro?
- Nunca até ao fim.
Porquê?
- Não percebo o que os livros querem dizer.
Você tem viajado muito. De que país gostou mais?
- Da Itália.
Porquê?
- Por causa das mulheres. Lindas. Comi algumas. Muito boas. Gosto bastante da Itália. Que rico país para um preto viver.
Ouça uma coisa Matateu...
- Olhe, escreva o que quiser, é assim que eu faço sempre, quando estou com um jornalista que me parece bom rapaz. Escreva o que quiser e ponha essas palavras na minha boca. À vontade. Mas não ponha lá que eu disse mal...Matateu não diz mal de ninguém.
23 de Maio de 2011
"eu não disse que todos são terroristas", dirá Garzón

(a esquerda abertzale ganhou também o município de Donostia/San Sebastian)
Nesta hora de vitória lembro-me de todos os partidos políticos bascos ilegalizados ao longo dos últimos anos, Euskal Herritarok, Batasuna, PC terras vascas, D3M, Sortu, entre outros, lembro-me dos jornais encerrados por ordem judicial, das organizações juvenis ilegalizadas, dos presos e dos seus familiares. A revogação pelo Tribunal Constitucional espanhol da decisão do Supremo Tribunal de ilegalizar a Bildu, permitiu que a esquerda Abertzale voltasse a apresentar-se a eleições no País Basco, após anos e anos de proibição, que construiram sucessivas farsas eleitorais na região da excepção, e onde tudo e todos têm sangue até aos joelhos. E o resultado foi uma Vitória Abertzale.
A Bildu ganhou as eleições no País Basco sul, é o partido com maior representação nos municípios bascos, 320 mil votos, 1137 vereadores e dezenas de municipios ganhos entre os quais a capital de Guipuzcoa, Donostia/San Sebastian.
Foi esta imensa maioria Abertzale(independência e socialismo) que ensina a todos, os que queiram ver, que o povo basco resiste e vai continuar a resistir às diversas formas de opressão de que é vitima.
Os que criminalizam a esquerda Abertzale, que venham e que digam, que acusem, agora, se quiserem, a maioria do povo basco. E se não tiverem medo, se tiverem coragem, que dêm aos bascos o referendo da sua liberdade.
9 de Maio de 2011
os "humanitários"
A história pode e deve ser lida aqui. Em resumo, uma embarcação clandestina com 72 seres humanos fica à deriva no Mar Mediterrâneo. 16 dias depois 68 dos seus ocupantes morrem. No período de tempo do seu horror, avistaram e foram avistados por um navio da NATO, a quem pediram socorro e do qual nada obtiveram. A tragédida podia e devia ter sido evitada, também se as autoridades italianas/maltesas tivessem dado ouvidos ao apelo do avisado padre italiano Zerai. A notícia em causa, é agravada pelo facto de em poucas horas a NATO ter-se responsabilisado por averiguar responsabilidades e em menos tempo ainda ter concluído não existirem responsabilidades. Alguém mantém dúvidas sobre o carácter da NATO? Barbárie. A Camisola
tão humilde que duma cortina velha
me fizeram uma camisola Vermelha.
E por causa dessa camisola
nunca mais pude andar pela direita.
Tive de ir sempre contra a corrente,
porque não sei o que se passa,
que todos os que a enfrentam
vão sempre de cabeça ao chão.
E por causa dessa camisola
não mais pude sair à rua
nem trabalhar no meu ofício
de Ferreiro.
Tive de ir para o campo de jornal,
pois assim ninguém me via.
Trabalhava com a foice,
E apesar de todos os males,
sei trabalhar com duas coisas:
com o martelo e a foice.
Quase não compreendo como a gente
quando me via pela rua
me gritava: Progressista!
Eu julgo que tudo era
causado pela ignorância.
Talvez noutra circunstância
já tivesse mudado de camisola.
Mas como gosto muito dela
porque é quente e me consola,
peço-lhe que não se faça velha.
30 de Abril de 2011
hoje é 1 Maio!

Todos
que marchais pelas ruas
e deteis as máquinas e as fábricas
todos
desejosos de chegar à nossa festa
com as costas marcadas pelo trabalho,
saí a 1º Maio
o primeiro dos dias.
Recebê-lo-emos, camaradas,
com a voz entrecortada de canções.
Primavera,
derreteia neve
Eu sou operário,
este dia é meu.
Eu sou camponês,
este dia é meu.
(...)
Todos,
das casas,
das praças,
das ruas,
encolhidos pelo gelo invernal,
todos
torturados de fome,
das estepes,
dos bosques,
dos campos,
saí neste 1ºMaio!
Glória à gente fecunda!
Desabrochai, primavera!
Verdes campos cantai!
Soai sirenes e apitos!
Eu sou de ferro,
este dia é meu.
Eu sou a Terra,
este dia é meu!
26 de Abril de 2011
nos 25 anos do desastre nuclear de Chernóbyl, o reconhecimento aos seus três heróis

Es una de las historias más conocidas de nuestro tiempo: el día 26 de abril de 1986, el reactor nº 4 de la central nuclear de Chernóbyl estalló durante el transcurso de una prueba de seguridad mal ejecutada, a consecuencia de 24 horas de manipulaciones insensatas y más de doscientas violaciones del Reglamento de Seguridad Nuclear de la Unión Soviética. Estas acciones condujeron al envenenamiento por xenón del núcleo, llevándolo a un embalamiento neutrónico seguido por una excursión de energía que culminó en dos grandes explosiones a las 01:24 de la madrugada.
Sobre Chernóbyl se han contado muchas mentiras. Y las han contado todos, desde las autoridades soviéticas de su tiempo hasta la industria nuclear occidental, pasando por los propagandistas de todos los signos y la colección de conspiranoicos habituales. Hay una de ellas que me molesta de modo particular, y es esa de que los liquidadores –el casi millón de personas que acudieron a encargarse del problema– eran una horda de pobres ignorantes llevados allí sin saber la clase de monstruo que tenían delante. Y me molesta porque constituye un desprecio a su heroísmo.
Y porque es radicalmente falso. Una turba ignorante no sirve para nada en un accidente tecnológico tan complejo. Los equipos de liquidadores estaban compuestos, sobre todo, por bomberos, científicos y especialistas de la industria nuclear; tropas terrestres y aéreas preparadas para la guerra atómica; e ingenieros de minas, geólogos y mineros del uranio, debido a su amplia experiencia en la manipulación de estas sustancias. Es necio suponer que esta clase de personas ignoraban los peligros de un reactor nuclear destripado cuyos contenidos ves brillar ante tus ojos en un enorme agujero.
Los liquidadores acudieron, sabían lo que tenían ante sí, y a pesar de ello realizaron su trabajo con enorme valor y responsabilidad. Cientos, miles de ellos, de manera heroica hasta el escalofrío. Los bomberos que se turnaban entre vómitos y diarreas radiológicas para subir al mítico tejado de Chernóbyl, donde había más de 40.000 roentgens/hora, para apagar desde allí los incendios (la radiación ambiental normal son unos 20 microrroentgens/hora). Los pilotos que detenían sus helicópteros justo encima del reactor abierto y refulgente
para vaciar sobre él los buckets de arena y arcilla con plomo y boro. Los técnicos y soldados que corrían a toda velocidad por las galerías devastadas cantándose a gritos las lecturas de los contadores Geiger y los cronómetros para romper paredes, restablecer conexiones y bloquear canalizaciones en turnos de cuarenta o sesenta segundos alrededor de la sala de turbinas (20.000 roentgens/hora). Los mineros e ingenieros que trabajaban en túneles subterráneos, inundándose constantemente con agua de siniestro brillo azul, para instalar las tuberías de un cambiador de calor que le robase algo de temperatura al núcleo fundido y radiante a escasos metros de distancia. Los miles de trabajadores y arquitectos que levantaban el sarcófago a su alrededor, retiraban del entorno los escombros furiosamente radioactivos y evacuaban a la población. Salvo a los soldados, sometidos a disciplina militar, a nadie se le prohibía coger el petate e irse si no quería seguir allí; casi nadie lo hizo. Es más: muchos de ellos llegaron como voluntarios desde toda la URSS, especialmente muchos estudiantes y posgraduados de las facultades de física e ingeniería nuclear. Esta fue la clase de hombres y no pocas mujeres que algunos creen o quieren creer una turba ignorante y patética. Esto fueron los liquidadores.
Puede que salvaran a millones de personas sacrificando sus vidas, y ya nadie se acuerda.
El monstruo del agua que brilla en azul.
Lo único que hay de cierto en estas suposiciones sobre la ignorancia de los liquidadores es que, en las primeras horas, no sabían que había estallado el reactor. Pero no lo sabían porque nadie lo sabía. La misma lógica errónea de los responsables de la instalación que provocó el accidente les hizo creer que había estallado el intercambiador de calor, no el reactor; y así lo informaron tanto al personal que acudía como a sus superiores. Hay una historia un tanto chusca sobre cómo los aviones que llevaban al lugar a destacados miembros de la Academia de Ciencias de la URSS se dieron la vuelta en el aire por órdenes del KGB cuando éste descubrió, a través de su equipo de protección de la central, que había explotado el reactor (además de sus atribuciones de espionaje por el que es tan conocido, el KGB "uniformado" desempeñaba en la Unión Soviética un papel muy parecido al de nuestra Guardia Civil, exceptuando tráfico pero incluyendo la seguridad de las instalaciones radiológicas).
Debido a este motivo, en un primer momento se echaron sobre el agujero millones de litros de agua y nitrógeno líquido, con el propósito de mantener frío y proteger así el reactor que creían a salvo y sellado más allá de las llamas y el denso humo negro. Esto contribuyó a empeorar las consecuencias del siniestro, pues el agua se vaporizaba instantáneamente al tocar el núcleo fundido a más de 2.000 ºC; y salía disparada hacia la estratosfera en forma de grandes nubes de vapor que el viento arrastraría en todas direcciones.
De todos modos, tenía poco arreglo: era preciso apagar los enormes incendios. Cuando el fuego quedó extinguido por fin, no sólo había pasado la contaminación al aire, sino que ahora tenían una gran cantidad de agua acumulada en las piscinas de seguridad bajo el reactor. Estas piscinas de seguridad, conocidas como piscinas de burbujas, se hallaban en dos niveles inferiores y tenían por función contener agua por si fuese preciso enfriar de emergencia el reactor. También servían para condensar vapor y reducir la presión en caso de que se rompiera alguna tubería del circuito primario (de ahí su nombre), junto a un tercer nivel que actuaba de conducción, inmediatamente debajo del reactor. Así, en caso de ruptura de alguna canalización, el vapor se vería obligado a circular por este nivel de conducción y escapar a través de una capa de agua, lo que reduciría su peligrosidad.
Ahora, después de la aniquilación, estas piscinas inferiores estaban llenas a rebosar con agua procedente de las tuberías reventadas del circuito primario y de la utilizada por los bomberos para apagar el incendio y en el vano intento de mantener frío el reactor. Y sobre ellas se encontraba el reactor abierto, fundiéndose lentamente en forma de lava de corio a 1.660 ºC. En cualquier momento podían empezar a caer grandes goterones de esta lava poderosamente radioactiva, o incluso el conjunto completo, provocando así una o varias explosiones de vapor que proyectasen a la atmósfera cientos de toneladas de este corio. Eso habría multiplicado a gran escala la contaminación provocada por el accidente, destruyendo el lugar y afectando gravemente a toda Europa. Además, la mezcla de agua y corio radioactivos escaparían y se infiltrarían al subsuelo, contaminando las aguas subterráneas y poniendo en grave peligro el suministro a la cercana ciudad de Kiev, con dos millones y medio de habitantes, en una especie de síndrome de China.
Se tomó, pues, la decisión de vaciar estas piscinas de manera controlada. En condiciones normales, esto habría sido una tarea fácil: bastaba con abrir sus esclusas mediante una sencilla orden al ordenador SKALA que gestionaba la central, y el agua fluiría con seguridad a un reservorio exterior. Pero con los sistemas de control electrónico destruidos, esto no resultaba posible. De hecho, la única manera de hacerlo ahora era actuando manualmente las válvulas. El problema es que las válvulas estaban bajo el agua, dentro de la piscina, cerca del fondo lleno de escombros altamente radioactivos que la hacían brillar tenuemente en color azul por radiación de Cherenkov. Justo debajo del reactor que se fundía, emitiendo un siniestro brillo rojizo.
Así pues, como las máquinas ya no podían, era trabajo para los bio-robots.Alguien tendría que caminar, un paso detrás del otro, hacia el reactor reventado y ardiente a lo largo de un grisáceo campo de destrucción donde la radioactividad era tan intensa que provocaba un sabor metálico en la boca, confusión en la cabeza y como agujas en la piel. Viendo cómo tus manos se broncean por segundos, como después de semanas bajo el sol. Y luego sumergirse en el agua oleaginosa y de brillo tenuemente azul, con el inestable monstruo radioactivo encima de las cabezas, para abrir las válvulas a mano: una operación difícil y peligrosa incluso en circunstancias normales.
Ese era un viaje sólo de ida.
Al parecer, la decisión sobre quién lo haría se tomó de manera muy simple; con aquella vieja frase que, a lo largo de la historia de la humanidad, siempre bastó a los héroes:
–Yo iré.
Los tres hombres que fueron.
Los dos primeros en ofrecerse voluntarios fueron Alexei Ananenko y Valeriy Bezpalov. Alexei Ananenko era un prestigioso tecnólogo de la industria nuclear soviética, que había participado extensivamente en el desarrollo y construcción del complejo electronuclear de Chernóbyl: cooperó en el diseño de las esclusas y sabía dónde estaban ubicadas exactamente las válvulas. Casado, tenía un hijo. Valeriy Bezpalov era uno de los ingenieros que trabajaban en la central, ocupando un puesto de responsabilidad en el departamento de explotación. Estaba también casado, con una niña y dos niños de corta edad.
Los dos eran ingenieros nucleares. Los dos comprendían más allá de toda duda que se disponían a caminar de cara hacia la muerte.
Mientras se ponían sus trajes de submarinismo sentados en un banco, observaron que necesitarían un ayudante para sujetarles la lámpara subacuática desde el borde de la piscina mientras ellos trabajaban en las profundidades. Y miraron a los ojos a los hombres que tenían alrededor. Entonces uno de ellos, un joven trabajador de la central sin familia llamado Boris Baranov, se alzó de hombros y dijo aquella otra frase que casi siempre ha seguido a la anterior:
–Yo iré con vosotros.
Era media mañana cuando los héroes Alexei Ananenko, Valeriy Bezpalov y Boris Baranov se tomaron un chupito de vodka para darse valor, agarraron las cajas de herramientas y echaron a andar hacia la lava radioactiva en que se había convertido el reactor número 4 del complejo electronuclear de Chernóbyl. Así, sin más.
Ante los ojos encogidos de quienes quedaron atrás, los tres camaradas caminaron los mil doscientos metros que había hasta el nivel –0,5, dicen que conversando apaciblemente entre sí. Qué tal, cuánto tiempo sin verte, qué tal tus hijos, a ti no te conocía, chaval, yo es que no soy de por aquí. O parece que hoy vamos a trabajar un poco juntos, igual podemos acceder mejor por ahí, yo voy a la válvula de la derecha y tú a la de la izquierda, tú ilumínanos desde allá, parece que va a llover, ¿no?, E incluso está bien buena la secretaria del ingeniero Kornilov, ¿eh?, ya lo creo, menudo meneo le arrearía, pues me parece que este año el Dinamo de Moscú no gana la liga. Esas cosas de las que hablan los bio-robots mientras ven cómo su piel se oscurece lentamente, se les va un poquito la cabeza debido a la ionización de las neuronas y la boca les sabe a uranio cada vez más, conteniendo la náusea, sacudiéndose incómodamente porque es como si un millón de duendes maléficos te estuvieran clavando agujas en la piel. Cinco mil roentgens/hora, llaman a eso.
Y bajo aquel cielo gris y los restos fulgurantes de un reactor nuclear, los héroes Alexei Ananenko y Valeriy Bezpalov se sumergieron en la piscina de burbujas d
el nivel –0,5, con una radioactividad tan sólida que se podía sentir, mientras su camarada Boris Baranov les sujetaba la lámpara subacuática. Ésta estaba dañada y falló poco después. Desde el exterior, ya nadie les oía ni les veía.
Pero, de pronto, las esclusas comenzaron a abrirse, y un millón de metros cúbicos de agua radioactiva escaparon en dirección al reservorio seguro preparado a tal efecto. Lo habían logrado. Alguien murmuró que los héroes Ananenko, Bezpalov y Baranov acababan de salvar a Europa. Resulta difícil determinar hasta qué punto tenía razón.
Hay versiones contradictorias sobre lo que sucedió después. La más tradicional dice que jamás regresaron, y siguen sepultados allí. La más probable asegura que llegaron a salir de la piscina y celebrar su victoria riendo y abrazándose a los mismísimos pies del monstruo, en el borde de la piscina; e incluso lograron regresar sus cuerpos, aunque no sus vidas. Murieron poco después, de síndrome radioactivo extremo, en hospitales de Kiev y Moscú. Aún otra más, que se me antoja casi imposible, sugiere que Ananenko y Bezpalov perecieron, pero el joven trabajador Baranov pudo sobrevivir y anda o anduvo un tiempo por ahí.
Esta es la historia de Alexei Ananenko, Valeriy Bezpalov y Boris Baranov, los tres superhéroes de Chernóbyl, de quienes se dice que salvaron a Europa o al menos a algún que otro millón de personas en miles de kilómetros a la redonda un frío día de abril. Fueron a la muerte conscientemente, deliberadamente, por responsabilidad y humanidad y sentido del honor, para que los demás pudiésemos vivir. Cuando alguien piense que este género humano nuestro no tiene salvación, siempre puede recordar a hombres como estos y otros cientos o miles por el estilo que también estuvieron por allí. No circulan fotos de ellos, ni han hecho superproducciones de Hollywood, y hasta sus nombres son difíciles de encontrar. Pero hoy, veinticuatro años después, yo brindo en su recuerdo, me cuadro ante su memoria y les doy mil veces las gracias. Por ir.
25 de Abril de 2011
25 Abril Sempre!, estes ex-presidentes da Republica nunca mais...
Após ouvir as intervenções desta manhã, fiquei ainda mais esclarecido porque o país se encontra na situação em que está. Não por culpa de uma revolução fracassada, mas por culpa de uma contra-revolução triunfante.
Viva o 25 de Abril de 1974!
Viva a Revolução!
23 de Abril de 2011
Líbia, cada vez mais clara
(rebeldes líbios executam e mutilam soldado líbio)
Ao contrário do anunciado a vitória imperialista não aconteceu nem está a acontecer, pelo contrário, a resistência das forças leais ao regime está a derrotar a toda a linha o ataque NATO. Os ataques aéreos, o armamento enviado, as centenas de técnicos e estrategas militares pouco mais têm feito que vitimas civis e destruição de bens públicos. Deixando para os "rebeldes" outra parte do seu trabalho como se vê no video. Berlusconi, Sarkozy, Obama e Grâ-Bretanha estão enfraquecidos, baralhados e encontram-se em novo atuleiro de vergonha e descrédito(a somar à situação no Afeganistão e Iraque)
Fica cada vez mais claro que os hipócritas e falsos motivos da agressão -os estafados "direitos humanos" e "liberdade" - eram isso mesmo, falsos. Os verdadeiros interesses consistiam nas riquezas naturais do país e o domínio da sua posição geo-estratégica. Se assim não fosse, como se compreenderia que tolerassem o que se vê no filme?
13 de Abril de 2011
13 de Abril de 2011, liberdade 31 anos depois
José Maria Sagardui foi hoje colocado em liberdade. Gatza, como era conhecido, era o mais antigo preso político na Europa. Encontrava-se detido desde 1980.
Ao longo do seu trajecto prisional, passou por 14 cadeias diferentes(algumas a centenas de km de distancia da sua família e amigos), realizou 13 greves de fome(num total de 190 dias). Em 2009, quando se devia ter dado a sua libertação, por via de um malabarismo jurídico, a Doutrina Parot, foi-lhe prolongada a sua pena até hoje.
11 de Abril de 2011
um enorme passo para a humanidade uma vitória histórica do socialismo, dos trabalhadores e da União Soviética - Yuri Gagarin no espaço há 50 anos
“O céu é completamente negro. As estrelas têm um aspecto mais brilhante e claro sob o fundo negro deste céu. A Terra tem uma aura muito característica, de uma lindíssima cor azul”.
Militante do Partido Comunista da União Soviética, Deputado ao Soviete Supremo da União Soviética e Herói da União Soviética
"Enquanto sobrevoava a Terra na minha nave espacial, pude ver como é bonito o nosso planeta. Devemos conservar e proteger esta beleza e não a destruir"
Cartaz para a Bolshoi Gorod inspirado no Monumento aos Cosmonautos, Moscovo 1967 Banda Bassotti - Yuri Gagarin
3 de Abril de 2011
19 de Março de 2011
2 notas enquanto vou fazendo bolhinhas
Im forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air, they fly so high, they reach the sky, like my dreams, they fade and die, fortunes always h iding, ive looked everywhere, im forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air,
- Como se previa, o ataque à Líbia começou hoje, rápido e em força como diria o rapazote. Poucas horas depois da autorização das instâncias internacionais o ataque começou e com os principais alvos já sob fogo. Fácil de concluir que nada disto foi programado e executado em algumas horas, pelo contrário, a preparação das forças militares e a definição de alvos prioritários já vem sendo preparada hà algum tempo. O imperialismo não andava a dormir, veremos que tempo sobrará para o humanismo...
- A manifestação da CGTP de hoje foi um absoluto sucesso, uma gigantesca multidão saiu para a rua manifestando um firme protesto contra as políticas de direita. Uma manifestação que ficará na memória, também, como outras, pelo seu total silenciamento e branquamento na comunicação social nacional, quer nos dias que a antecederam quer hoje. Quando a luta é organizada e consequente não há cá borlas ou promoções.
15 de Março de 2011
as mesmas enguias viscosas
Estranhei na altura, que ninguém em Portugal tivesse feito qualquer referência ao facto, e tive de ir procurar informação sobre o episódio, visitei blogues e outros locais e ainda o site do BE, onde na altura, tudo o que encontrei foi esta declaração de Miguel Portas proferida de dia 10, “quero deixar bem claro que somos contra qualquer intervenção militar, incluindo a medida que lhe pode abrir as portas, a zona de exclusão aérea". Espantoso, não? Quase tão coerente como o episódio "moção de censura". O estilo político da moda para o BE deve ser esta fina ironia...








