Este vídeo demonstra claramente a existência de elementos policiais nos actos de vandalismo que também existiram em Atenas nas últimas semanas. É visível que o indivíduo que aparece a destruir a montra, segundos depois fala calmamente com um polícia.
Prova-se assim, que parte da violência, do vandalismo e da pilhagem que houve pela Grécia, foi feita por forças ligadas ao Estado. E a partir dos factos negativos, as autoridades passaram a ter legitimidade para atitudes repressivas e violentas. Foi a própria polícia que, agindo mascarada, legitimou o uso da sua própria força.
Entretanto, também na Grécia, são notícia os assaltos com recurso a explosões de gás às sedes do Partido Comunista Grego(KKE) em Salónica e em três outras cidades. Na quarta-feira dia 17, durante uma manifestação de estudantes do ensino secundário, que passava pelo bairro operário de Peristeri, o jovem de 15 anos Giorgos Paplomatas, membro da Juventude Comunista Grega e filho de um dirigente comunista e da central sindical PAME, foi atingido na mão por um tiro disparado por um agente da polícia.
A história repetiu-se, como em tantas outras situações pretéritas. Elementos extremistas, tantas vezes misturados com agentes provocadores, cumprem objectivos perfeitamente contrários ao que dizem defender. Legitimam repúdio popular e provocam a utilização de aparelhos repressivos, sobre os que realmente são consequentes e que realmente combatem o que dizem combater.












Por contenção de raiva não me vou alongar em palavras sobre este tema. 




Se os gatos têm 7 vidas, Santana Lopes deve ter pelo menos 8. A entusiástica e entusiasmante figura política que é Santana, possui uma estranha capacidade de se re-inventar, com ou sem novas vestes, com ou sem novas narrativas.
Enquanto isso, as esquerdas reuniram-se, e que esquerdas... De Manuel Alegre a Sá Fernandes, de Louçâ às folhas secas. Com o auspicioso lema sobre democracia e serviços públicos, Manuel Alegre fez um intervenção notável. Como é possível falar tanto e ao mesmo tempo dizer tão pouco.










